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Liderança que obtém resultados

15/12/2008 12:06:53

LIDERANÇA QUE OBTÉM RESULTADOS

 

Artigo de Daniel Goleman, extraído e adaptado do livro “O Que Faz o Líder”, da

 

Harvard Business Review, ed. Campus.

 

Sumário Executivo

 

O único trabalho do líder é conseguir resultados. Mas, até mesmo com todos

os programas de treinamento de liderança e conselhos de experts, a liderança

 

eficaz ainda ilude muitas pessoas e organizações. Uma razão, diz Daniel Goleman,

é que tais experts oferecem conselhos baseados em inferências, experiências e

 

instinto, não em dados quantitativos.

 

Agora, extraindo de pesquisas com mais de 3.000 executivos, Goleman

 

explora qual comportamento de liderança exato rende resultados positivos. Ele

 

descreve seis estilos distintos de liderança, cada um surgindo de diferentes

 

componentes de inteligência emocional. Cada estilo tem um efeito distinto na

 

atmosfera de trabalho de uma empresa, divisão ou equipe e, um após outro, em

 

seu desempenho financeiro. Os estilos, somente pelo nome e breve descrição,

 

ecoarão em qualquer um que lidera, é liderado ou, como é o caso com muitos de

nós, faz ambos. Líderes Coercitivos exigem imediata obediência; Líderes

 

Mobilizadores mobilizam as pessoas em direção a uma visão; Líderes Agregadores

criam laços emocionais e harmonia; Líderes Democráticos constroem consenso

 

pela participação; Líderes Agressivos esperam excelência e autodireção; e LíderesTreinadores

desenvolvem pessoas para o futuro.

 

As pesquisas indicam que líderes que conseguem os melhores resultados

 

não contam apenas com um estilo de liderança; eles usam muitos dos estilos em

 

determinadas circunstâncias. Goleman detalha os tipos de situações de negócios

 

nos quais cada estilo é mais apropriado e explica como os líderes que carecem de

 

um ou mais destes estilos podem expandir seus repertórios.

 

Ele sustenta que, com prática, os líderes podem trocar, entre os estilos de

 

liderança, aqueles que produzam resultados poderosos, assim transformando a

 

arte da liderança em uma ciência.

 

Introdução

 

Faça a pergunta a qualquer grupo de homens e mulheres de negócio: “O

 

que os líderes eficazes fazem?”, e ouvirá várias respostas: líderes definem uma

 

estratégia; motivam; criam uma missão; constróem uma cultura. Então pergunte: “O

que devem fazer os líderes?” Se o grupo é maduro, você provavelmente ouvirá

 

uma resposta: o único trabalho do líder é conseguir resultados”.

 

Mas como? O mistério sobre o que líderes fazem e o que devem fazer, de

 

maneira a estimular o melhor desempenho de seu pessoal, é antigo. Hoje, esse

mistério gerou uma verdadeira indústria: literalmente milhares de “experts em

 

liderança” fizeram carreiras para testar e instruir executivos, todos em busca de

 

criar pessoas de negócio que possam mudar objetivos ousados em realidade –

 

sejam eles estratégicos, financeiros ou organizacionais.

 

No entanto, a liderança eficaz ilude muitas pessoas e organizações. Uma

 

razão é que, até recentemente, virtualmente nenhuma pesquisa demonstrou qual

 

comportamento de liderança exatamente produz resultados positivos. Especialistas

 

em liderança proferem conselhos baseados em inferências, experiências e instinto.

 

Às vezes esses conselhos acertam o alvo, às vezes não.

 

Mas uma nova pesquisa da firma de consultoria Hay/McBer, que extraiu uma

 

amostra aleatória de 3.871 executivos selecionados de uma base de dados de mais

 

de 20.000 executivos em todo o mundo, retira muito do mistério da liderança eficaz.

 

A pesquisa descobriu seis distintos estilos de liderança, cada um brotando de

 

diferentes componentes da inteligência emocional. Os estilos, tomados

 

individualmente, mostram ter um impacto único e direto na atmosfera de trabalho

 

de uma empresa, divisão ou equipe e, um após o outro, em seu desempenho

 

financeiro. E, talvez mais importante, a pesquisa mostra que os líderes com os

 

melhores resultados não contam com somente um estilo de liderança; eles usam

 

muitos deles uniformemente e em diferentes meios, dependendo das situações.

 

Imagine os estilos, então, como uma disposição de tacos em um saco de golfe

 

profissional. Durante o jogo, o profissional separa e escolhe o taco, baseado nas

 

exigências do arremesso. Às vezes ele tem de ponderar sobre sua seleção, mas

 

normalmente isso é automático. O profissional sente o desafio à frente,

 

rapidamente tira o taco certo e elegantemente o coloca para trabalhar. É dessa

 

forma que os líderes de grande impacto operam também.

 

Quais são os seis estilos de liderança? Nenhum abalará os veteranos do

 

mercado. Realmente, só pelo nome e por uma breve descrição, farão eco,

 

provavelmente, em qualquer um que lidera, é liderado, ou como é o caso de muitos

de nós, fazem ambos. Líderes Coercitivos exigem obediência; Líderes

 

Mobilizadores mobilizam pessoas em direção a uma visão; Líderes Agregadores

criam laços emocionais e harmonia; Líderes Democráticos constroem um consenso

 

pela participação; Líderes Agressivos esperam excelência e autodireção; e LíderesTreinadores

desenvolvem pessoas para o futuro.

 

Feche os olhos e poderá certamente imaginar um colega que usa qualquer

 

um destes estilos. Você muito provavelmente usa pelo menos um deles. O que há

 

de novo nesta pesquisa, então, é sua implicação para a ação. Primeiro, ela oferece

 

um entendimento apurado de como diferentes estilos de liderança afetam o

 

desempenho. Segundo, ela oferece claro direcionamento sobre quando o líder

 

deve alternar entre eles. Também sugere enfaticamente que a flexibilidade em se

 

alternar é muito aconselhável. Nova, também, é a descoberta da pesquisa de que

 

cada estilo de liderança brota de diferentes componentes da inteligência emocional.

 

Medindo o Impacto da Liderança

 

Decorreu mais de uma década desde que a primeira pesquisa ligasse os

 

aspectos da inteligência emocional aos resultados dos negócios. O falecido David

 

McClelland, um notável psicólogo da Harvard University, descobriu que líderes com

 

força em seis ou mais competências de inteligência emocional eram muito mais

 

eficazes do que colegas que careciam de tais forças. Por exemplo, quando ele

 

analisou o desempenho da divisão de dirigentes em uma empresa global de

 

alimentos e bebidas, descobriu que entre os líderes com essas competências, 87%

 

foram colocados no terceiro mais alto bônus de salários anuais graças a seu

 

desempenho. Mais ainda, suas divisões em receitas médias de melhores

 

desempenhos anuais atingiram entre 15% a 20%. Aqueles executivos que

 

careciam de inteligência emocional eram raramente avaliados como os de melhor

 

desempenho em sua atuação subdesempenharam uma média de 20%.

 

Nossa pesquisa começou a ganhar uma visão mais detalhada das conexões

 

entre a liderança e a inteligência emocional, o clima e o desempenho. Quando uma

 

equipe de colegas de McClelland dirigida por Mary Fontainer e Ruth Jacobs, da

 

Hay/McBer, estudou dados a respeito de milhares de executivos, anotando

 

comportamentos específicos e seus impactos no clima. Como cada indivíduo

 

motivou os subordinados diretos? Gerenciar muda as iniciativas? Lida com crises?

 

Foi na fase final da pesquisa que identificamos quais competências da inteligência

 

emocional conduzem os seis estilos de liderança.

 

A equipe testou cada esfera de influência imediata do executivo por seus

 

climas. “Clima” não é um termo amorfo. Primeiramente definido pelos psicólogos

 

George Litwin e Richard Stringer, e mais tarde refinado por McClelland e seus

 

colegas, se refere aos seis fatores-chave que influenciam um ambiente de trabalho

da organização: sua flexibilidade, qual seja, quanta liberdade os funcionários têm

 

para inovar; seu senso de responsabilidade com a organização; os níveis de

padrões que as pessoas ajustam; o senso de precisão sobre o feedback de

 

desempenho e adequação às recompensas; a clareza que as pessoas têm a

 

respeito da visão, missão e valores; e, finalmente, o nível de comprometimento

 

para um propósito comum.

 

Descobrimos que todos os seis estilos de liderança têm um mensurável

 

efeito em cada aspecto do clima. (Para detalhes, veja o quadro “Perspectiva

 

detalhada: O Impacto dos Estilos de Liderança nos Condutores do Clima”.) Mais

 

adiante, quando consideramos o impacto do clima nos resultados financeiros, como

 

retorno de vendas, receitas brutas, eficiência e rentabilidade, descobrimos uma

 

correlação direta entre os dois. Os líderes que usaram os estilos que positivamente

 

afetam o clima tinham decididamente melhores resultados do que aqueles que não

 

usaram. Isso não quer dizer que o clima organizacional é o único condutor do

 

desempenho. As condições econômicas e as dinâmicas competitivas importam

 

enormemente. Mas nossas análises certamente sugerem que o clima conta com

 

aproximadamente um terço dos resultados. E isso é simplesmente muito impacto

 

para ser ignorar.

 

Os Estilos Detalhados

 

Os executivos utilizam seis estilos de liderança, mas somente quatro dos

 

seis estilos têm efeito consistentemente positivo no clima e nos resultados. Vamos

 

examinar, então, cada estilo de liderança em detalhes. (Para um resumo do

 

material que se segue, veja o quadro “Uma Pincelada nos Seis Estilos de

 

Liderança”.)

 

O ESTILO COERCITIVO

 

Uma empresa de computadores estava a caminho de uma crise – suas

 

vendas e lucros estavam caindo, seus estoques estavam perdendo valor

 

precipitadamente e seus acionistas estavam em tumulto. O conselho diretor trouxe

 

um novo CEO com reputação de artista controverso. Ele começou o trabalho

 

cortando empregos, vendendo divisões e tomando decisões agressivas que

 

deveriam ter sido executadas anos antes. A empresa foi salva pelo menos em curto

 

prazo.

 

Desde o início, entretanto, o CEO criou um reino de terror, intimidando e

 

rebaixando seus executivos, rugindo seu desprazer ao mais ínfimo passo errado. O

 

escalão mais alto da empresa ficou dizimado não apenas por suas violentas

 

demissões, mas também por deserções. Os subordinados diretos do CEO,

 

amedrontados por sua tendência de repreender o portador de más notícias,

 

pararam de levar a ele quaisquer notícias. A moral estava todo o tempo em baixa,

 

um fato refletido em outra má transação nos negócios posteriores à recuperação de

 

curto prazo. O CEO foi finalmente demitido pelo conselho de diretores.

 

É fácil entender por que, de todos os estilos de liderança, o coercitivo é o

 

menos eficaz em muitas situações. Leve em consideração o que o estilo faz ao

 

clima de uma organização. A decisão extrema, de cima para baixo de um líder,

 

destrói o nascimento de novas idéias. As pessoas se sentem tão desrespeitadas

 

que pensam: “Eu nem mesmo apresentarei minhas idéias, eles somente as

 

derrubarão”. De forma similar, o senso de responsabilidade das pessoas evapora:

 

incapazes de agir por sua própria iniciativa, eles perdem seu senso de posse e se

 

sentem pouco responsabilizadas por seus desempenhos. Alguns se sentem tão

 

ressentidos que adotam a atitude: “Não ajudarei esse miserável”.

 

Os líderes coercitivos também têm efeito danoso no sistema de recompensa.

 

A maioria da força de trabalho com alto desempenho é motivada por algo mais do

 

que por dinheiro – buscam a satisfação do trabalho bem feito. O estilo coercitivo

 

erode esse orgulho. E, finalmente, o estilo mina um dos principais recursos: motivar

 

pessoas mostrando a elas como seu trabalho se encaixa em uma grandiosa missão

 

comum. Essa perda, medida em termos de redução de clareza e compromisso,

 

deixa as pessoas alienadas de suas próprias tarefas, imaginando: “Como fazer

 

quaisquer dessas coisas?”

 

Dado o impacto do estilo coercitivo, você pode achar que nunca deva ser

 

aplicado. Nossa pesquisa, no entanto, desvelou algumas ocasiões em que ele

 

funciona admiravelmente. Veja o caso de um presidente de divisão que foi

 

designado a mudar a direção de uma empresa de alimentos que estava perdendo

 

dinheiro. Seu primeiro ato foi demolir a sala de conferência executiva. Para ele, a

 

sala, com suas longas mesas de mármore - que aparentavam “o convés da nave

estelar Enterprise”, simbolizava a fronteira do limite tradicional que estava

 

paralisando a empresa. A destruição da sala, e a subseqüente mudança para um

 

ambiente menor, mais informal, enviou uma mensagem que ninguém pôde

 

esquecer e a cultura da divisão mudou rapidamente.

 

Dito isso, o estilo coercitivo deve ser usado somente com extrema cautela e

 

em algumas situações em que seja absolutamente imperativa, tal como durante

 

uma crise ou quando uma hostil tomada de poder se aproxima. Nestes casos, o

 

estilo coercitivo pode frear hábitos de negócios fracassados e chocar as pessoas

 

para novas formas de trabalho. É sempre apropriado durante uma genuína

 

emergência, como nas conseqüências de um terremoto ou incêndio. E pode

 

funcionar com funcionários- problema com os quais tudo o mais tenha falhado. Mas

 

se um líder contar apenas com esse estilo ou continuar a usá-lo quando a

 

emergência passar, o impacto no longo prazo de sua insensibilidade para com a

 

moral e os sentimentos daqueles que ele lidera será danoso.

 

O ESTILO MOBILIZADOR

 

Tom era o vice-presidente de marketing de uma cadeia nacional de

 

restaurantes em dificuldades que se especializou em pizza. Nem precisa dizer que

 

o medíocre desempenho da empresa perturbou os gerentes seniores, que se

 

sentiam perdidos sobre o que fazer. Cada segunda-feira se encontravam para

 

examinar as vendas recentes, lutando para produzir a solução do problema. Para

 

Tom, a abordagem não fazia sentido. “Estamos sempre tentando compreender

 

porque nossas vendas caíram na semana anterior. Temos toda a empresa olhando

 

para trás em vez de compreender o que temos de fazer amanhã”.

 

Tom viu uma oportunidade de mudar a maneira de pensar das pessoas em

 

um encontro estratégico em um local externo. Lá, a conversa começou com os

 

rotineiros truísmos: a empresa tinha que conduzir a riqueza dos acionistas para

 

cima e incrementar o retorno de ativos. Tom acreditava que conceitos como este

 

não tinham o poder de inspirar um gerente de restaurante a ser inovador ou fazer

 

melhor do que um serviço suficientemente bom.

 

Assim, Tom fez um arrojado movimento. No meio do encontro, fez uma

 

apaixonada declaração para que seus colegas pensassem a partir do ponto de

 

vista do cliente. Os clientes querem comodidade, disse. A empresa não operava no

 

negócio de restaurantes, estava nos negócios de distribuir alta qualidade, serviços

 

de conveniência em pizza. Essa noção – nada mais – deveria conduzir tudo o que

 

a companhia fizesse.

 

Com seu vibrante entusiasmo e clara visão, a marca do estilo mobilizador,

 

Tom preencheu um vácuo de liderança na empresa. De fato, seu conceito se

 

tornou o âmago da nova missão declarada. Mas esse atalho era só o começo. Tom

 

garantiu que a missão declarada fosse construída dentro do processo de

 

planejamento estratégico da empresa como um condutor de crescimento desejado.

 

E ele se assegurou que a visão fosse articulada, de modo que os gerentes de

 

restaurantes locais entendessem que era a chave para o sucesso da empresa e

 

estavam livres para descobrir as novas maneiras para distribuir suas pizzas.

 

As mudanças chegaram rapidamente. Em semanas, muitos gerentes locais

 

começaram a assegurar novos tempos de entrega mais rápidos. Ainda melhor, eles

 

começaram a agir como empresários, encontrando melhores locais para abrir

 

novas filiais: quiosques em esquinas de ruas movimentadas e em estações de

 

ônibus e trens, até mesmo em carrinhos nos aeroportos e saguões de hotéis.

 

O sucesso de Tom não foi um acaso feliz. Nossa pesquisa indica que, dos

 

seis tipos de liderança, o mobilizador é o mais eficaz, conduzindo para cima todos

 

os aspectos do clima. O líder mobilizador é um visionário; ele motiva as pessoas

 

por meio de esclarecimentos de como seus trabalhos se encaixam dentro de uma

 

grande visão para a organização. As pessoas que trabalham para tais líderes

 

entendem que o que eles fazem importa e porquê. A liderança mobilizadora

 

também maximiza o compromisso com os objetivos e a estratégia da organização.

 

Ao enquadrar a tarefa individual dentro de uma grande visão, o líder mobilizador

define padrões que giram em torno dessa visão. Quando ele dá o feedback de

 

desempenho, seja positivo ou negativo, o único critério é se esses desempenhos

 

favorecem a visão ou não. Os padrões para o sucesso são claros para todos, assim

 

como as recompensas. Finalmente considere o impacto ou a flexibilidade do estilo.

 

Um líder mobilizador determina o final, mas geralmente dá às pessoas suficiente

 

espaço de ação para desenvolver com seus próprios meios. Os líderes

 

mobilizadores dão às pessoas a liberdade para inovar, experimentar e assumir os

 

riscos calculados.

 

Um líder mobilizador determina o final, mas geralmente dá às pessoas

 

suficiente espaço de ação para desenvolver com seus próprios meios.

 

Por causa de seu impacto positivo, o estilo mobilizador trabalha bem em

 

quase todas as situações de negócios. Mas ele é particularmente eficaz quando um

 

negócio está à deriva. Um líder mobilizador mapeia um novo curso e vende ao seu

 

pessoal uma visão nova de longo prazo.

 

O estilo mobilizador, embora poderoso como pareça, não funcionará em

 

todas as situações. A abordagem falha, por exemplo, quando um líder está

trabalhando com uma equipe de experts ou colegas que são mais experientes do

 

que ele; eles podem ver o líder como pomposo ou desligado. Outra limitação: se

 

um gerente, ao tentar ser mobilizador se tornar autoritário, ele pode minar o espírito

 

de igualdade de uma equipe eficaz.

 

O ESTILO AGREGADOR

 

Se o líder coercitivo ordena: “Faça o que eu digo”, e o mobilizador encoraja:

 

“Venha comigo”, o líder agregador diz “As pessoas vêm primeiro”. Este estilo de

 

liderança gira em torno das pessoas – ele propõe valores individuais e suas

 

emoções mais do que as tarefas e objetivos. O líder agregador aspira por manter

 

os funcionários felizes e criar harmonia entre eles. Ele controla pela construção de

 

fortes laços emocionais e, então, colhe os benefícios dessa abordagem com

 

intensa lealdade. O estilo também tem um efeito acentuadamente positivo na

 

comunicação. As pessoas que gostam muito umas das outras falam muito. Elas

 

partilham idéias; partilham inspiração. E o estilo agregador conduz para cima a

 

flexibilidade; amigos confiam um no outro, permitindo inovações. A flexibilidade

 

também se eleva porque o líder agregador, tal como um pai que ajusta as regras de

 

um chefe de família para um adolescente em amadurecimento, não impõe

 

desnecessárias censuras sobre como o funcionário consegue fazer o seu trabalho.

 

Ele dá às pessoas a liberdade de fazer o seu trabalho na forma que eles pensam

 

ser a mais eficaz.

 

Para um senso de reconhecimento e recompensa pelo trabalho bem-feito, o

líder agregador oferece amplo feedback positivo. Tal feedback tem especial

 

potência no local de trabalho porque é tudo muito raro: fora de uma revisão anual,

poucas pessoas conseguem feedback em seus esforços diários – ou somenteconseguem feedback negativo. Isto torna as palavras positivas do líder agregador

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